quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A arte do improviso



Poucos sabem, mas tenho passado dias e mais dias me arrastando. Me consumindo na minha solidão e idealizando um amor que nem sei ao certo se é capaz de existir. Dei mais de mim a você do que eu mesma ofereci a mim. Talvez esse tenha sido meu grande erro. Aquela coisa de esperar, esperar, esperar... Esperar sentada, convenhamos. Esperar alguma surpresa, coisa diferente. Aqueles momentos que a gente vive vendo em filme ou novela e acredita que possa acontecer assim que acordarmos no dia seguinte. Um café da manhã na cama, flores no trabalho ou uma visita louca e inesperada para dar um beijo de boa noite. Essas coisas meio sem explicação e que não custam nada, mas que nós, mulheres, acreditamos ser a cereja do bolo das relações alheias. O problema de esperar tanto, é que sem que eu percebesse, deixei a vida passar. Quando dei por mim, lá estava ela escapando pelas minhas mãos. E dessa vez a culpa não foi sua, foi minha. A única pessoa que tem domínio sobre ela, e que pode fazer algo para que as coisas mudem, sou eu mesma. Deixei de ser personagem principal da minha própria história, para ser coadjuvante da sua. Olha, que engraçado. Logo eu, que sempre sonhei com grandes papéis. Logo eu, que nunca fui de me contentar com pouco decidi aceitar uma simples participação em troca de um pouco de atenção. Acho que a atenção deixou de ser suficiente. Nunca deveríamos nos acomodar quando o assunto é sentimento e relações. Sempre existe algo a ser descoberto, sempre existem meios para melhorar. Novas maneiras de surpreender, novas fantasias para desvendar, novas manias para explorar. O sucesso das relações duradouras não é a ausência de brigas. É não se render. É não deixar que o tempo torne a relação velha, pelo contrário, é necessário saber inovar, usando a maturidade e solidificação desses dias, meses ou anos juntos. Se relacionar é a arte de conciliar o tempo e o improviso a seu favor.

Carolline Vieira
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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Acertando com os erros



Não sei vocês, mas eu prefiro mil vezes ficar puta com alguma coisa, do que magoada. Quando algo chateia a gente, a ponto de causar um estresse desnecessário ou uma vontade de mandar pro inferno, eu acho natural que mande, que pense, que grite por dentro. Toda relação tem disso, ninguém é de ferro. Agora quando uma coisa me incomoda a ponto de me tirar noites de sono, de sumir com meus sorrisos ou de não ter vontade sequer de continuar uma discussão... Pode ter certeza que a coisa tá feia. A raiva é passageira, a mágoa não. É curada aos poucos, dia após dia. Exige paciência, cuidado, carinho. Não é solucionada de uma semana pra outra, nem esquecida como o almoço do dia anterior. Não existe nada mais comum do que xingar até a última geração de alguém, e no dia seguinte acordar como se nada tivesse acontecido. Agora quando essa pessoa deturpa a própria imagem diante de nós, quando a gente passa a não saber como lidar com determinadas situações, quando damos de cara com uma mentira ou nos decepcionamos com algumas atitudes, é melhor ficarmos atentos. Desentendimentos e erros não são motivos para uma desistência, mas podem servir de alertas para que novos erros não sejam cometidos no futuro. Acredito que todos nós temos direito a uma segunda ou até terceira chance, desde que faça por merecer cada uma delas. Não somos absolutos, não estamos isentos de erros. Mas temos por obrigação, que arcar com as conseqüências de nossas escolhas. Hoje li uma frase que ficou o dia inteiro na minha cabeça: “aprenda com seus erros e eles não serão mais erros.” Talvez seja isso. Talvez seja esse o segredo. Saber tirar vantagem dos nossos fracassos também. Afinal de contas, é graças a eles que valorizamos os nossos acertos.

Carolline Vieira
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domingo, 29 de setembro de 2013

Jogada de sorte


Sabe por que a fulaninha te trocou por aquele cara? Aquele que de atraente não tem nada, não é bom de bola e nem o tipo que faz sucesso com a mulherada. Porque ele oferecia a ela algo que te faltava: atenção. Ele não precisava ser o mais bonito, o do corpo mais malhado, o com mais dinheiro ou o carro do ano. Não precisava pelo simples fato de saber exatamente o que uma mulher espera de um homem. No fundo, o que todas nós queremos, é um pouco de atenção. É sentir que somos queridas e importantes na vida de alguém. Aquela pessoa com que podemos dizer que fazemos a diferença. O que nós, mulheres, queremos, é sermos compreendidas. A gente se importa com quem faz questão de deixar claro que podemos contar. Vai além do físico e das necessidades, a gente quer mesmo é o companheirismo. Ela vai valorizar mil vezes mais o tom de voz baixa que ele tiver na hora de uma discussão, do que músculos e pegadas na hora do sexo. A gente valoriza mesmo é a parceria. É aquele cara que pode estar certo, mas que vai se esforçar pra tentar entender o nosso lado também. É aquela pessoa que não vê somente suas próprias vontades, mas que pensa em qualquer ação como uma conseqüência pros dois. Porque bem ou mal, quando você decide se envolver com alguém, qualquer atitude impensada pode pesar em dobro. E pesa mesmo, e esse peso a mais dói. O cara que sabe deixar o orgulho de lado tem mil chances a mais de conquistar uma mulher. Homem bonito e bom de cama, acredito que exista aos montes por aí, agora um cara parceiro... Esse é difícil de achar. Sabe por que? Quando se encontra um desses, dificilmente deixamos escapar.

Carolline Vieira 
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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Cara diferente



Uma saída na noite, aquele joguinho da sedução. A mulher mexe no cabelo, dá aquela valorizada na roupa, capricha na maquiagem. Quando chega, sorri pra cinco caras. Quatro devolvem, um fica na dele. Uma tentativa de conversa aqui, outra ali. Falta de conteúdo, falta de olhos nos olhos. De longe se percebe a futilidade e a ausência da conquista. De repente... tcharãn. Os outros deixaram de ser interessantes. O desafio agora era a retribuição daquele ser específico. Aquele que não deu a menor confiança. Aquele que não percebeu o quanto seu vestido colado estava valorizando suas curvas e o quanto seu batom vermelho chamava a atenção do resto. Afinal de contas, por que ele não sorriu de volta? O que será que tem de errado comigo? – ela se pergunta. Algumas opções surgem à cabeça e começa o desespero. Será que estou feia? Será que a roupa engordou? Será que ele gostou mais da minha amiga? Ou é gay? As dúvidas se multiplicam. E aí chegamos à conclusão de que encontramos alguém diferente. Sim, diferente. O tal cara difícil, quase em extinção, com aquele “quê” a mais de botar inveja. O infeliz que chega pra enlouquecer a nossa cabeça. O cara que não curte as fotos de metade do facebook e instagram dele. Que não fica babando mulheres de biquíni igual cachorro no cio, sabe? Aquele tipo que não sai dando moral pra qualquer uma, pelo contrário. Que não se deixa encantar apenas pelo rostinho bonito, porque sabe que existem milhares por aí. Esse cara tem a consciência de que não é apenas a mulher que precisa se valorizar. Para ele, uma bela produção continua sendo uma bela produção. Mas um bom papo... Isso sim consegue atrair de uma forma especial. O tal cara difícil sabe que pra se relacionar com uma mulher de verdade, não adianta só enxergar o peito e a bunda, é necessário que exista cérebro também. Para ele a afinidade é algo importante. Esse tipo de homem sabe que não precisa dar papo pra duzentas ao mesmo tempo. E quando ele tem alguém, se basta com aquilo. O cara difícil não é mais interessante só por ser menos fácil do que os outros. O cara difícil passa a ser interessante por ter pulso firme e não se deixar enganar com o que a maioria se engana, a aparência. Ele é respeitado e atrai as mulheres por saber o que precisa e o que merece. Por saber o que quer pra si. O valor não é mérito somente da classe feminina. O valor é a virtude de quem consegue enxergar o melhor que pode ser e ter. E disso ele sabe. Falta só alguns aprenderem também.

Carolline Vieira


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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Ex ou atual... Que tal os dois?



Se é ex, é porque não deu certo antes. Por que daria agora?
E lá se vai a maldita pergunta que cerca a vida de milhares de pessoas todos os dias. Bom, acho que desde sempre nunca acreditei nesse negócio de consertar. Os tempos mudaram, e parece que com eles, os valores foram junto. Hoje em dia, a praticidade é tanta, que temos preguiça de insistir no velho. Corremos direto em busca do novo. Talvez seja uma forma de se proteger e sofrer menos. Afinal, conserto exige paciência, dores de cabeça, e quando ele envolve pessoas mexe com algo muito mais complexo do que uma peça: mexe com sentimentos. Qualquer mal posicionamento pode machucar, o que acaba nos levando a jogar tudo pro alto e a investir naqueles que ainda não tenham rasura, aqueles sem nenhum arranhão. Novinho de fábrica. Como se fossem ficar intactos a vida toda. Insistimos em nos enganar achando que encontraremos a pessoa perfeita. Mas sem querer cortar o barato de vocês, sinto informar, ela não existe. A pessoa perfeita vai ter milhões de arranhões e será recheada de defeitos, mas os momentos bons que você terá ao lado dela compensarão qualquer mal estar que dure algumas horas. Ela vai gritar no telefone, vai te fazer xingar até a última geração dela por dentro, vai te fazer chorar durante a noite, mas a mesma, te fará dormir mil vezes melhor. A perfeição se encontra nos pequenos detalhes, no que essa pessoa consegue te transformar. Porque sem perceber, você vive em busca de ser alguém sempre melhor. Não é porque a pessoa já teve participação na sua vida uma vez, que ela necessariamente não serve para ter uma segunda chance. Se ela teve a primeira, algo de bom ela tinha para te oferecer. Se a história foi interrompida, vocês tiveram suas razões. Nem sempre o término de uma relação significa o insucesso dela. Vejo muita gente por aí terminar porque precisa de um tempo pra si, não por problemas do companheiro. Vejo gente precisar sentir falta para dar valor ao que tinha ou tem. O ser humano não é absoluto, ele erra. Ele se enche de dúvidas, de motivos, de argumentos. Mas se a vontade de estar junto for realmente maior, uma hora ele volta. Uma hora vocês acertam. Sem medo do passado, sem medo de tentar. As tentativas existem para serem usadas e abusadas. Aproveitem enquanto elas ainda são de graça.

Carolline Vieira
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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A pessoa certa



Errei quando disse que não me apaixonaria por mais ninguém. Nunca pensei em casar ou construir a vida com uma pessoa, assim, igual gente grande. Essa ideia de ter que olhar pra mesma cara todos os dias e fazer tarefas domésticas nunca me brilhou os olhos. Todas as vezes que tocavam nesse tipo de assunto em reuniões de família, eu ganhava o papel de insensível metida à independente. Talvez fosse. As respostas que recebia pras minhas reclamações e indignações da vida a dois eram quase que unânimes: você ainda não encontrou a pessoa certa. Outra verdade, talvez. Sempre desdenhei dos excessos de romantismo, mas hoje descobri que são necessários. Não tem pra onde fugir quando o assunto é amor, não adianta. Se não somos, nos tornamos bregas. Passamos a rir de coisas idiotas, passamos a inventar apelidos cafonas, e pior, achamos tudo isso lindo. Nunca pensei em sentir saudade num espaço curto de tempo depois de passar 11 dias seguidos dormindo e acordando na presença do mesmo cara. Nunca pensei em olhar pra ele e tornar o Rodrigo Hilbert ou o Cauã Reymond meros seres sem graça no planeta. E é assim que eu vejo, ou melhor sinto. Todos os outros se tornaram nada perto do sentimento que construí por ele. Porque sem que eu me desse conta e pudesse perceber, ele acabou se tornando tudo. E acabou me transformando no melhor que eu posso ser, me fez aprender a dar o meu melhor. Talvez seja esse o papel do amor. Talvez seja esse o significado desse tal sentimento. Acho que descobri o significado do meu: ele.

Carolline Vieira
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A magia do sexo





Chegando hoje na faculdade, sentei num cantinho como de costume, e quando percebi estava ouvindo um grupo de garotos num bate-papo. O assunto abordado era o de se esperar: sexo. Sim, dessa vez os queridões deixaram o futebol de lado para contar sobre seus momentos calientes e se gabarem, como a maioria da classe costuma fazer quando se junta. Um manifestou a vontade de ir a um puteiro, e o pior, o cara tinha namorada. Pensei: o que se passa na cabeça de uma pessoa querer pagar para transar com alguém, tendo outra que gosta, tem sentimento, e que faz por livre e espontânea vontade, sem cobranças? Existem diversas maneiras de sair da rotina, você não precisa trocar seu parceiro pra isso, fica a dica, meu amigo. Pois bem, super diversificada, a conversa se resumia a um tal de “comi fulana ontem”, “devo comer sicrana nesse final de semana”, e por aí vai. Quem ouvia, podia acreditar facilmente que os bonitinhos estavam comentando sobre a última vez que foram a um rodízio de japonês. Pelo menos em ambas as situações existem um tipo de peixe. Enfim, fiquei parada pensando em como as coisas são banalizadas nos dias de hoje. Não que eu seja contra, ou que não entenda esse tipo de comportamento, mas cada vez percebo mais o quanto a conquista vem perdendo seu valor. Sexo é ótimo em qualquer tipo de situação, concordo. Quem desmente o fato pra mim é no mínimo, maluco. É instintivo, instiga a gente e temos sim necessidade, mas acho que um ingrediente vem sendo deixado de lado. Ingrediente esse, que faz toda a diferença: a magia. A sedução, aquela coisa de dois corpos se tornarem um só. Transar com quem se gosta, transar com sentimento, é infinitamente mais prazeroso do que simplesmente transar. Do que “comer” ou ser “comida”. Porque bem ou mal, é isso que acabamos nos tornando. Simples refeições. É por essas e outras que somos tratadas como objetos. É por essas e outras que cada vez menos nos entregamos a um sentimento, que só ouvimos a própria pele. Deixamos de sentir. Pessoas de verdade gostam de olho no olho, gostam de carinho, desvendar fantasias, sair do comum. A magia do sexo é descobrir o outro, e acima de tudo, se redescobrir. Experimente conhecer a pessoa mais a fundo, antes de dar esse grande passo. A intimidade pode ser a grande chave para uma noite inesquecível.

Carolline Vieira
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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Casal apaixonado




Ele tinha um ego maior que ele. Ela tinha uma teimosia maior que o próprio ego. Ele sabia ser romântico quando tinha que ser, embora nem todos fossem capazes de enxergar essa qualidade. Ela dominava a grosseria, mas quando ouvia uma palavra romântica, se tornava a mais doce das criaturas. Ele era prestativo, fazia questão de ajudar de todas as maneiras quem necessitasse de ajuda. Ela era preguiçosa, preferia ficar observando e babando tanto cuidado e zelo ali de perto. Ele tinha muitos amigos. Ela tinha poucos, mas tinha o suficiente para se satisfazer e se sentir privilegiada. Ele tinha mania de mexer no cabelo. Ela não podia encontrar um espelho. Ele tinha o costume de aumentar o tom da voz. Ela tinha o hábito de chorar em voz baixa. Ele sabia dançar. Ela era uma negação em qualquer movimento. Ele adorava vodka. Ela preferia a cerveja. Ele dava um banho na cozinha. Ela mal sabia fazer um miojo. Ele era de exatas. Ela de humanas. Ele gostava de ler. Ela amava escrever. Ele preferia campo. Ela curtia praia. Ele era viciado em esporte. Ela em chocolate. Ele tinha um abraço que valia mais que mil palavras. Ela tinha o dom de usar as palavras no momento certo. Ele errava. Ela amenizava o tamanho dos erros. Ele acertava. Ela ressaltava cada pequeno acerto. Ele se importava. Ela sabia melhor do que ninguém. Ele amava. Ela também.

Carolline Vieira
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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Loucura feminina



Tem quem me chame de louca, ciumenta, maníaca ou surtada. Eu acredito em outros adjetivos, ou melhor, eu acredito que somos a reação do que nos oferecem. Se o cara for cem por cento no relacionamento, se ele não te der motivo pra desconfiança, vai ser praticamente impossível você ser aquela namorada mala. Você não vai ser a chata da história simplesmente porque não haverão motivos para reclamações. Ok, algumas podem até inventar motivos, mas a realidade é que uma hora vão acabar se perdendo nas próprias invenções. Agora quando o oposto acontece, meu amigo. Não adianta reclamar que a mulher é neurótica. Não adianta dar ataque e querer posar de bom moço, porque no fundo você sabe que ela tem seus reais argumentos para suas implicâncias. Pimenta nessas horas é refrescante. Já vi muita mulher aturar de tudo. Aliás, já vi umas que são o sonho de qualquer cara. Não se dão o trabalho de se preocupar com nada. Obviamente não se preocupam, porque as mesmas estão tendo trabalho no colo de outro. Desculpa a sinceridade, mas é assim. Se ela não se importa, pode começar a se assustar. Não existe mulher sem uma pontinha de loucura. Não existe mulher que não tenha medo de perder o que se ama. E quando a gente lida com a possibilidade da perda, a gente surta. Quando brincam com algo que é valioso pra nós, a gente enlouquece. Isso não é mérito meu, da Joana, da Silvia, ou da Camila. Isso é natural do ser humano. A gente agarra com unhas e dentes o que queremos. E protegemos do jeito que dá, da maneira que podemos.  O ciúme muitas vezes é a demonstração disso. É o coração mostrando “oh, eu tô aqui, viu? Eu vou cuidar e não deixar que nada aconteça.” Pode ser loucura demais, mas isso é ser mulher. Se querem previsibilidade, aprendam a se relacionar com objetos ou plantas. Mulher de verdade é isso aí. Reclama, chora, tem medo. E vou te falar, sorte de vocês que somos assim. Lidar com as emoções é um dos grandes desafios e prazeres da vida.

Carolline Vieira
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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Homem cachorro




Me pediram pra escrever sobre homem cachorro. 
Cheguei a conclusão de que além de ser o tema mais pedido pela maioria, é o mais fácil. Mais fácil porque muita gente vem passando pelas mesmas coisas, e o comportamento tanto dos homens quanto das mulheres quanto à questão de se relacionar, vem sendo cada vez mais frequente. Hoje em dia você conta a dedo um cara que vale ou não a pena. Mas se engana quem pensa que só os homens são assim. As mulheres vêm surpreendendo e fazendo esse papel tão bem ou pior que eles. Estou até conseguindo entender um pouco mais o lado masculino percebendo as atitudes de algumas. A verdade é que vivemos em um tempo em que viramos algo descartável. Antigamente existia a conquista. O homem corria atrás, ligava algumas vezes, fazia questão de levar pra um lugar legal, mandava flores. As coisas não aconteciam tão rápido, ou de primeira, como vem sendo feito. Nos dias de hoje a mulher não faz mais questão de se preservar. Se uma não quer, tem duzentas se oferecendo. Algumas não se importam mais se o cara tem um relacionamento ou se elas mesmas namoram alguém. Passamos a enxergar nada além de nós e das nossas vontades no momento. Alguns vão concordar, outros vão achar um absurdo. Normal, não dá pra agradar todo mundo. Mas aí vem as frases clichês do tipo: “temos que aproveitar o agora”, “a vida é uma só” e por aí vai. Concordo em gênero, número e grau, só que tem um pequeno detalhe. Se você acha que pra curtir a vida você precisa desrespeitar alguém ou se desvalorizar, acho bom começar a rever seus valores e conceitos. Você não precisa enganar uma pessoa para fazer o que está com vontade, você tem o livre arbítrio de escolher ter ou não alguém do seu lado. Não seja egoísta. Fazendo isso, você não vai saber como corresponder às expectativas de alguém que queira se doar num relacionamento, e além de ser egoísta, vai machucar uma pessoa que não tem culpa de suas vontades não coincidirem. 
Tem mais. Se você aí, tá saindo com a menina e prometendo mundos e fundos só com a intenção de comer, faça um favor: deixe isso claro. Ninguém aqui é mais criança. Não precisamos ser feitas ou vocês ao menos tentarem nos fazer de idiota, e nem merecemos tamanha babaquice. Como falei, somos donos das nossas vontades. Se ela quiser fazer algo, vai fazer. Enganar não vai ser a solução pros seus problemas, pelo contrário. Será o começo deles. E você, garota que fica cheia de fogo e depois resolve querer pagar de santa. Também não adianta. Julgar as pessoas vão julgar você fazendo ou não. Todos nós temos o direito de fazer o que quisermos, desde que isso não interfira e nem prejudique uma segunda pessoa. As consequências serão colhidas lá na frente. Não adianta sair com metade dos amigos e querer ser levada a sério. Não adianta querer ser respeitada sem se dar o respeito. Toda ação tem uma reação. Não sacaneie se você não quer ser sacaneado, não critique, se você não quer ser criticado, e acima de tudo, se dê valor. Porque se você não o fizer, ninguém poderá fazer isso por você.

Carolline Vieira
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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Finalmente!!!




Finalmente!!!

Tomei vergonha na cara e resolvi colocar em prática o que vocês tanto me pedem. Espero de verdade que vocês gostem desse meu novo espacinho. Prometo que vou me dedicar o máximo possível para continuar recebendo esse carinho que vocês vêm me dando ao longo desses meses. Aviso que tudo isso aqui pra mim é novidade, então terei que aprender as manhas aos poucos.

Vou começar selecionando alguns dos textos que mais gosto para publicar aos poucos, e conforme os novos forem surgindo, divulgarei na página (para quem ainda não conhece e tem facebook, o link está ao lado direito), e postarei aqui.
Críticas e sugestões serão sempre bem-vindas.

Obrigada a todos pelo apoio e incentivo. Sem vocês eu não chegaria em um terço de onde cheguei.
Espero que esse nosso novo ponto de encontro nos renda bons momentos!
Beijos, amores!
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Surpresa !


Amor,
já estou até cansado desse discurso, mas você sabe o quão eu não sei escrever bem e é até um insulto ao seu novo blog começar comigo (rs).  Portanto, faço as palavras de Fernando Pessoa as minhas:
"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?"

Espero que faça muito sucesso com este novo espaço para seus textos e que com isso consiga atingir cada vez mais leitores. Que o seu dom se espalhe e suas palavras se eternizem. Tomara que goste de como eu arrumei sua nova casa.
Um beijo de quem te ama e te admira.

Do seu maior fã.

Murilo Souza
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Quem sou eu?

Carioca, estudante de jornalismo e apaixonada pelas palavras. O tipo errado de garota certa. Impulsiva, dramática, mas sem perder o senso de humor. Posso amar e odiar na mesma intensidade, nunca por muito tempo. Bipolaridade é meu sobrenome. Acredito no amor, principalmente quando vem seguido da palavra próprio no final.

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