Ex ou atual... Que tal os dois?
Se é ex, é porque não deu certo antes. Por que daria agora?
E lá se vai a maldita pergunta que cerca a vida de milhares de pessoas todos os dias. Bom, acho que desde sempre nunca acreditei nesse negócio de consertar. Os tempos mudaram, e parece que com eles, os valores foram junto. Hoje em dia, a praticidade é tanta, que temos preguiça de insistir no velho. Corremos direto em busca do novo. Talvez seja uma forma de se proteger e sofrer menos. Afinal, conserto exige paciência, dores de cabeça, e quando ele envolve pessoas mexe com algo muito mais complexo do que uma peça: mexe com sentimentos. Qualquer mal posicionamento pode machucar, o que acaba nos levando a jogar tudo pro alto e a investir naqueles que ainda não tenham rasura, aqueles sem nenhum arranhão. Novinho de fábrica. Como se fossem ficar intactos a vida toda. Insistimos em nos enganar achando que encontraremos a pessoa perfeita. Mas sem querer cortar o barato de vocês, sinto informar, ela não existe. A pessoa perfeita vai ter milhões de arranhões e será recheada de defeitos, mas os momentos bons que você terá ao lado dela compensarão qualquer mal estar que dure algumas horas. Ela vai gritar no telefone, vai te fazer xingar até a última geração dela por dentro, vai te fazer chorar durante a noite, mas a mesma, te fará dormir mil vezes melhor. A perfeição se encontra nos pequenos detalhes, no que essa pessoa consegue te transformar. Porque sem perceber, você vive em busca de ser alguém sempre melhor. Não é porque a pessoa já teve participação na sua vida uma vez, que ela necessariamente não serve para ter uma segunda chance. Se ela teve a primeira, algo de bom ela tinha para te oferecer. Se a história foi interrompida, vocês tiveram suas razões. Nem sempre o término de uma relação significa o insucesso dela. Vejo muita gente por aí terminar porque precisa de um tempo pra si, não por problemas do companheiro. Vejo gente precisar sentir falta para dar valor ao que tinha ou tem. O ser humano não é absoluto, ele erra. Ele se enche de dúvidas, de motivos, de argumentos. Mas se a vontade de estar junto for realmente maior, uma hora ele volta. Uma hora vocês acertam. Sem medo do passado, sem medo de tentar. As tentativas existem para serem usadas e abusadas. Aproveitem enquanto elas ainda são de graça.
Carolline Vieira
Quem sou eu?
Carioca, estudante de jornalismo e apaixonada pelas palavras. O tipo errado de garota certa. Impulsiva, dramática, mas sem perder o senso de humor. Posso amar e odiar na mesma intensidade, nunca por muito tempo. Bipolaridade é meu sobrenome. Acredito no amor, principalmente quando vem seguido da palavra próprio no final.
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