quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A pessoa certa



Errei quando disse que não me apaixonaria por mais ninguém. Nunca pensei em casar ou construir a vida com uma pessoa, assim, igual gente grande. Essa ideia de ter que olhar pra mesma cara todos os dias e fazer tarefas domésticas nunca me brilhou os olhos. Todas as vezes que tocavam nesse tipo de assunto em reuniões de família, eu ganhava o papel de insensível metida à independente. Talvez fosse. As respostas que recebia pras minhas reclamações e indignações da vida a dois eram quase que unânimes: você ainda não encontrou a pessoa certa. Outra verdade, talvez. Sempre desdenhei dos excessos de romantismo, mas hoje descobri que são necessários. Não tem pra onde fugir quando o assunto é amor, não adianta. Se não somos, nos tornamos bregas. Passamos a rir de coisas idiotas, passamos a inventar apelidos cafonas, e pior, achamos tudo isso lindo. Nunca pensei em sentir saudade num espaço curto de tempo depois de passar 11 dias seguidos dormindo e acordando na presença do mesmo cara. Nunca pensei em olhar pra ele e tornar o Rodrigo Hilbert ou o Cauã Reymond meros seres sem graça no planeta. E é assim que eu vejo, ou melhor sinto. Todos os outros se tornaram nada perto do sentimento que construí por ele. Porque sem que eu me desse conta e pudesse perceber, ele acabou se tornando tudo. E acabou me transformando no melhor que eu posso ser, me fez aprender a dar o meu melhor. Talvez seja esse o papel do amor. Talvez seja esse o significado desse tal sentimento. Acho que descobri o significado do meu: ele.

Carolline Vieira

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Quem sou eu?

Carioca, estudante de jornalismo e apaixonada pelas palavras. O tipo errado de garota certa. Impulsiva, dramática, mas sem perder o senso de humor. Posso amar e odiar na mesma intensidade, nunca por muito tempo. Bipolaridade é meu sobrenome. Acredito no amor, principalmente quando vem seguido da palavra próprio no final.

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