quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Loucura feminina
Tem quem me chame de louca, ciumenta, maníaca ou surtada. Eu
acredito em outros adjetivos, ou melhor, eu acredito que somos a reação do que
nos oferecem. Se o cara for cem por cento no relacionamento, se ele não te der
motivo pra desconfiança, vai ser praticamente impossível você ser aquela
namorada mala. Você não vai ser a chata da história simplesmente porque não
haverão motivos para reclamações. Ok, algumas podem até inventar motivos, mas a
realidade é que uma hora vão acabar se perdendo nas próprias invenções. Agora
quando o oposto acontece, meu amigo. Não adianta reclamar que a mulher é
neurótica. Não adianta dar ataque e querer posar de bom moço, porque no fundo
você sabe que ela tem seus reais argumentos para suas implicâncias. Pimenta
nessas horas é refrescante. Já vi muita mulher aturar de tudo. Aliás, já vi
umas que são o sonho de qualquer cara. Não se dão o trabalho de se preocupar
com nada. Obviamente não se preocupam, porque as mesmas estão tendo trabalho no
colo de outro. Desculpa a sinceridade, mas é assim. Se ela não se importa, pode
começar a se assustar. Não existe mulher sem uma pontinha de loucura. Não
existe mulher que não tenha medo de perder o que se ama. E quando a gente lida
com a possibilidade da perda, a gente surta. Quando brincam com algo que é
valioso pra nós, a gente enlouquece. Isso não é mérito meu, da Joana, da
Silvia, ou da Camila. Isso é natural do ser humano. A gente agarra com unhas e
dentes o que queremos. E protegemos do jeito que dá, da maneira que podemos. O ciúme muitas vezes é a demonstração disso. É
o coração mostrando “oh, eu tô aqui, viu? Eu vou cuidar e não deixar que nada
aconteça.” Pode ser loucura demais, mas isso é ser mulher. Se querem
previsibilidade, aprendam a se relacionar com objetos ou plantas. Mulher de
verdade é isso aí. Reclama, chora, tem medo. E vou te falar, sorte de vocês que
somos assim. Lidar com as emoções é um dos grandes desafios e prazeres da vida.
Carolline Vieira
Quem sou eu?
Carioca, estudante de jornalismo e apaixonada pelas palavras. O tipo errado de garota certa. Impulsiva, dramática, mas sem perder o senso de humor. Posso amar e odiar na mesma intensidade, nunca por muito tempo. Bipolaridade é meu sobrenome. Acredito no amor, principalmente quando vem seguido da palavra próprio no final.
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