segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Acertando com os erros



Não sei vocês, mas eu prefiro mil vezes ficar puta com alguma coisa, do que magoada. Quando algo chateia a gente, a ponto de causar um estresse desnecessário ou uma vontade de mandar pro inferno, eu acho natural que mande, que pense, que grite por dentro. Toda relação tem disso, ninguém é de ferro. Agora quando uma coisa me incomoda a ponto de me tirar noites de sono, de sumir com meus sorrisos ou de não ter vontade sequer de continuar uma discussão... Pode ter certeza que a coisa tá feia. A raiva é passageira, a mágoa não. É curada aos poucos, dia após dia. Exige paciência, cuidado, carinho. Não é solucionada de uma semana pra outra, nem esquecida como o almoço do dia anterior. Não existe nada mais comum do que xingar até a última geração de alguém, e no dia seguinte acordar como se nada tivesse acontecido. Agora quando essa pessoa deturpa a própria imagem diante de nós, quando a gente passa a não saber como lidar com determinadas situações, quando damos de cara com uma mentira ou nos decepcionamos com algumas atitudes, é melhor ficarmos atentos. Desentendimentos e erros não são motivos para uma desistência, mas podem servir de alertas para que novos erros não sejam cometidos no futuro. Acredito que todos nós temos direito a uma segunda ou até terceira chance, desde que faça por merecer cada uma delas. Não somos absolutos, não estamos isentos de erros. Mas temos por obrigação, que arcar com as conseqüências de nossas escolhas. Hoje li uma frase que ficou o dia inteiro na minha cabeça: “aprenda com seus erros e eles não serão mais erros.” Talvez seja isso. Talvez seja esse o segredo. Saber tirar vantagem dos nossos fracassos também. Afinal de contas, é graças a eles que valorizamos os nossos acertos.

Carolline Vieira
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domingo, 29 de setembro de 2013

Jogada de sorte


Sabe por que a fulaninha te trocou por aquele cara? Aquele que de atraente não tem nada, não é bom de bola e nem o tipo que faz sucesso com a mulherada. Porque ele oferecia a ela algo que te faltava: atenção. Ele não precisava ser o mais bonito, o do corpo mais malhado, o com mais dinheiro ou o carro do ano. Não precisava pelo simples fato de saber exatamente o que uma mulher espera de um homem. No fundo, o que todas nós queremos, é um pouco de atenção. É sentir que somos queridas e importantes na vida de alguém. Aquela pessoa com que podemos dizer que fazemos a diferença. O que nós, mulheres, queremos, é sermos compreendidas. A gente se importa com quem faz questão de deixar claro que podemos contar. Vai além do físico e das necessidades, a gente quer mesmo é o companheirismo. Ela vai valorizar mil vezes mais o tom de voz baixa que ele tiver na hora de uma discussão, do que músculos e pegadas na hora do sexo. A gente valoriza mesmo é a parceria. É aquele cara que pode estar certo, mas que vai se esforçar pra tentar entender o nosso lado também. É aquela pessoa que não vê somente suas próprias vontades, mas que pensa em qualquer ação como uma conseqüência pros dois. Porque bem ou mal, quando você decide se envolver com alguém, qualquer atitude impensada pode pesar em dobro. E pesa mesmo, e esse peso a mais dói. O cara que sabe deixar o orgulho de lado tem mil chances a mais de conquistar uma mulher. Homem bonito e bom de cama, acredito que exista aos montes por aí, agora um cara parceiro... Esse é difícil de achar. Sabe por que? Quando se encontra um desses, dificilmente deixamos escapar.

Carolline Vieira 
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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Cara diferente



Uma saída na noite, aquele joguinho da sedução. A mulher mexe no cabelo, dá aquela valorizada na roupa, capricha na maquiagem. Quando chega, sorri pra cinco caras. Quatro devolvem, um fica na dele. Uma tentativa de conversa aqui, outra ali. Falta de conteúdo, falta de olhos nos olhos. De longe se percebe a futilidade e a ausência da conquista. De repente... tcharãn. Os outros deixaram de ser interessantes. O desafio agora era a retribuição daquele ser específico. Aquele que não deu a menor confiança. Aquele que não percebeu o quanto seu vestido colado estava valorizando suas curvas e o quanto seu batom vermelho chamava a atenção do resto. Afinal de contas, por que ele não sorriu de volta? O que será que tem de errado comigo? – ela se pergunta. Algumas opções surgem à cabeça e começa o desespero. Será que estou feia? Será que a roupa engordou? Será que ele gostou mais da minha amiga? Ou é gay? As dúvidas se multiplicam. E aí chegamos à conclusão de que encontramos alguém diferente. Sim, diferente. O tal cara difícil, quase em extinção, com aquele “quê” a mais de botar inveja. O infeliz que chega pra enlouquecer a nossa cabeça. O cara que não curte as fotos de metade do facebook e instagram dele. Que não fica babando mulheres de biquíni igual cachorro no cio, sabe? Aquele tipo que não sai dando moral pra qualquer uma, pelo contrário. Que não se deixa encantar apenas pelo rostinho bonito, porque sabe que existem milhares por aí. Esse cara tem a consciência de que não é apenas a mulher que precisa se valorizar. Para ele, uma bela produção continua sendo uma bela produção. Mas um bom papo... Isso sim consegue atrair de uma forma especial. O tal cara difícil sabe que pra se relacionar com uma mulher de verdade, não adianta só enxergar o peito e a bunda, é necessário que exista cérebro também. Para ele a afinidade é algo importante. Esse tipo de homem sabe que não precisa dar papo pra duzentas ao mesmo tempo. E quando ele tem alguém, se basta com aquilo. O cara difícil não é mais interessante só por ser menos fácil do que os outros. O cara difícil passa a ser interessante por ter pulso firme e não se deixar enganar com o que a maioria se engana, a aparência. Ele é respeitado e atrai as mulheres por saber o que precisa e o que merece. Por saber o que quer pra si. O valor não é mérito somente da classe feminina. O valor é a virtude de quem consegue enxergar o melhor que pode ser e ter. E disso ele sabe. Falta só alguns aprenderem também.

Carolline Vieira


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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Ex ou atual... Que tal os dois?



Se é ex, é porque não deu certo antes. Por que daria agora?
E lá se vai a maldita pergunta que cerca a vida de milhares de pessoas todos os dias. Bom, acho que desde sempre nunca acreditei nesse negócio de consertar. Os tempos mudaram, e parece que com eles, os valores foram junto. Hoje em dia, a praticidade é tanta, que temos preguiça de insistir no velho. Corremos direto em busca do novo. Talvez seja uma forma de se proteger e sofrer menos. Afinal, conserto exige paciência, dores de cabeça, e quando ele envolve pessoas mexe com algo muito mais complexo do que uma peça: mexe com sentimentos. Qualquer mal posicionamento pode machucar, o que acaba nos levando a jogar tudo pro alto e a investir naqueles que ainda não tenham rasura, aqueles sem nenhum arranhão. Novinho de fábrica. Como se fossem ficar intactos a vida toda. Insistimos em nos enganar achando que encontraremos a pessoa perfeita. Mas sem querer cortar o barato de vocês, sinto informar, ela não existe. A pessoa perfeita vai ter milhões de arranhões e será recheada de defeitos, mas os momentos bons que você terá ao lado dela compensarão qualquer mal estar que dure algumas horas. Ela vai gritar no telefone, vai te fazer xingar até a última geração dela por dentro, vai te fazer chorar durante a noite, mas a mesma, te fará dormir mil vezes melhor. A perfeição se encontra nos pequenos detalhes, no que essa pessoa consegue te transformar. Porque sem perceber, você vive em busca de ser alguém sempre melhor. Não é porque a pessoa já teve participação na sua vida uma vez, que ela necessariamente não serve para ter uma segunda chance. Se ela teve a primeira, algo de bom ela tinha para te oferecer. Se a história foi interrompida, vocês tiveram suas razões. Nem sempre o término de uma relação significa o insucesso dela. Vejo muita gente por aí terminar porque precisa de um tempo pra si, não por problemas do companheiro. Vejo gente precisar sentir falta para dar valor ao que tinha ou tem. O ser humano não é absoluto, ele erra. Ele se enche de dúvidas, de motivos, de argumentos. Mas se a vontade de estar junto for realmente maior, uma hora ele volta. Uma hora vocês acertam. Sem medo do passado, sem medo de tentar. As tentativas existem para serem usadas e abusadas. Aproveitem enquanto elas ainda são de graça.

Carolline Vieira
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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A pessoa certa



Errei quando disse que não me apaixonaria por mais ninguém. Nunca pensei em casar ou construir a vida com uma pessoa, assim, igual gente grande. Essa ideia de ter que olhar pra mesma cara todos os dias e fazer tarefas domésticas nunca me brilhou os olhos. Todas as vezes que tocavam nesse tipo de assunto em reuniões de família, eu ganhava o papel de insensível metida à independente. Talvez fosse. As respostas que recebia pras minhas reclamações e indignações da vida a dois eram quase que unânimes: você ainda não encontrou a pessoa certa. Outra verdade, talvez. Sempre desdenhei dos excessos de romantismo, mas hoje descobri que são necessários. Não tem pra onde fugir quando o assunto é amor, não adianta. Se não somos, nos tornamos bregas. Passamos a rir de coisas idiotas, passamos a inventar apelidos cafonas, e pior, achamos tudo isso lindo. Nunca pensei em sentir saudade num espaço curto de tempo depois de passar 11 dias seguidos dormindo e acordando na presença do mesmo cara. Nunca pensei em olhar pra ele e tornar o Rodrigo Hilbert ou o Cauã Reymond meros seres sem graça no planeta. E é assim que eu vejo, ou melhor sinto. Todos os outros se tornaram nada perto do sentimento que construí por ele. Porque sem que eu me desse conta e pudesse perceber, ele acabou se tornando tudo. E acabou me transformando no melhor que eu posso ser, me fez aprender a dar o meu melhor. Talvez seja esse o papel do amor. Talvez seja esse o significado desse tal sentimento. Acho que descobri o significado do meu: ele.

Carolline Vieira
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A magia do sexo





Chegando hoje na faculdade, sentei num cantinho como de costume, e quando percebi estava ouvindo um grupo de garotos num bate-papo. O assunto abordado era o de se esperar: sexo. Sim, dessa vez os queridões deixaram o futebol de lado para contar sobre seus momentos calientes e se gabarem, como a maioria da classe costuma fazer quando se junta. Um manifestou a vontade de ir a um puteiro, e o pior, o cara tinha namorada. Pensei: o que se passa na cabeça de uma pessoa querer pagar para transar com alguém, tendo outra que gosta, tem sentimento, e que faz por livre e espontânea vontade, sem cobranças? Existem diversas maneiras de sair da rotina, você não precisa trocar seu parceiro pra isso, fica a dica, meu amigo. Pois bem, super diversificada, a conversa se resumia a um tal de “comi fulana ontem”, “devo comer sicrana nesse final de semana”, e por aí vai. Quem ouvia, podia acreditar facilmente que os bonitinhos estavam comentando sobre a última vez que foram a um rodízio de japonês. Pelo menos em ambas as situações existem um tipo de peixe. Enfim, fiquei parada pensando em como as coisas são banalizadas nos dias de hoje. Não que eu seja contra, ou que não entenda esse tipo de comportamento, mas cada vez percebo mais o quanto a conquista vem perdendo seu valor. Sexo é ótimo em qualquer tipo de situação, concordo. Quem desmente o fato pra mim é no mínimo, maluco. É instintivo, instiga a gente e temos sim necessidade, mas acho que um ingrediente vem sendo deixado de lado. Ingrediente esse, que faz toda a diferença: a magia. A sedução, aquela coisa de dois corpos se tornarem um só. Transar com quem se gosta, transar com sentimento, é infinitamente mais prazeroso do que simplesmente transar. Do que “comer” ou ser “comida”. Porque bem ou mal, é isso que acabamos nos tornando. Simples refeições. É por essas e outras que somos tratadas como objetos. É por essas e outras que cada vez menos nos entregamos a um sentimento, que só ouvimos a própria pele. Deixamos de sentir. Pessoas de verdade gostam de olho no olho, gostam de carinho, desvendar fantasias, sair do comum. A magia do sexo é descobrir o outro, e acima de tudo, se redescobrir. Experimente conhecer a pessoa mais a fundo, antes de dar esse grande passo. A intimidade pode ser a grande chave para uma noite inesquecível.

Carolline Vieira
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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Casal apaixonado




Ele tinha um ego maior que ele. Ela tinha uma teimosia maior que o próprio ego. Ele sabia ser romântico quando tinha que ser, embora nem todos fossem capazes de enxergar essa qualidade. Ela dominava a grosseria, mas quando ouvia uma palavra romântica, se tornava a mais doce das criaturas. Ele era prestativo, fazia questão de ajudar de todas as maneiras quem necessitasse de ajuda. Ela era preguiçosa, preferia ficar observando e babando tanto cuidado e zelo ali de perto. Ele tinha muitos amigos. Ela tinha poucos, mas tinha o suficiente para se satisfazer e se sentir privilegiada. Ele tinha mania de mexer no cabelo. Ela não podia encontrar um espelho. Ele tinha o costume de aumentar o tom da voz. Ela tinha o hábito de chorar em voz baixa. Ele sabia dançar. Ela era uma negação em qualquer movimento. Ele adorava vodka. Ela preferia a cerveja. Ele dava um banho na cozinha. Ela mal sabia fazer um miojo. Ele era de exatas. Ela de humanas. Ele gostava de ler. Ela amava escrever. Ele preferia campo. Ela curtia praia. Ele era viciado em esporte. Ela em chocolate. Ele tinha um abraço que valia mais que mil palavras. Ela tinha o dom de usar as palavras no momento certo. Ele errava. Ela amenizava o tamanho dos erros. Ele acertava. Ela ressaltava cada pequeno acerto. Ele se importava. Ela sabia melhor do que ninguém. Ele amava. Ela também.

Carolline Vieira
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Quem sou eu?

Carioca, estudante de jornalismo e apaixonada pelas palavras. O tipo errado de garota certa. Impulsiva, dramática, mas sem perder o senso de humor. Posso amar e odiar na mesma intensidade, nunca por muito tempo. Bipolaridade é meu sobrenome. Acredito no amor, principalmente quando vem seguido da palavra próprio no final.

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